quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Sabe que o post de baixo me deu uma idéia genial?! Fazer um post só sobre comida e afins. O endereço é www.queenkitchen.wordpess.com. Vamos experimentar esse wordpress que todo mundo diz que é sensacional!
Hoje a tarde eu estava assistindo E.T. Meu, que filme triste! Tirando a cena de que o E.T. bebe muita cerveja e o Elliot fica bebado na escola, solta os sapos e beija a menina, e a cena que a bicicleta voa - eu sempre brincava que a minha voava! - o filme é desapontador. Além da tristeza do E.T. quase morrendo na beira do córrego, da ligação do E.T. com o Elliot (eu gostava tanto, tanto do Elliot que eu dizia que meu filho ia se chamar Elliot) e de todo o resto (o que é a mãe do menino tirando as crianças do quarto enquanto o bichim morria???), eu lembro da minha infância demás. Da casa da tia Lice e tia Iracema, porque elas tinham o boneco. Do cheiro da casa delas. Do dia que eu sai chorando do cinema. E isso me frustra um pouco porque eu não queria ter crescido.
Esses tempos eu estava um pouco decepcionada com a minha profissão, porque ela é muito inútil. Ela não constrói casas, não salva vidas, não alisa cabelos, não estuda os golfinhos, não faz as pessoas pararem de fumar, não obtura dentes, não cria atalhos para a vida...ela só fofoca. Fala da vida de todo mundo. Fala bem e fala mal. Os jornalistas são um bando de pessoas que acham que sabem mais do que as outras pessoas só porque sabem da vida das outras pessoas. E acham que podem se meter em tudo, pra tudo tem uma opnião. Grande merda de profissão! Bem capaz que o jornalista que ler isso vai pensar: só se ela for assim, só se ela não for boa pra ser jornalista e coisas do tipo. Mas - o que é pior - eu sou muito bem vista pelo meio. Ou seja, eu sou uma fofoqueira de primeira linha. Pensando nisso, eu comecei a me sentir uma merda e a pensar o que eu poderia fazer para ser uma pessoa melhor, uma pessoa que constrói. E eu percebi que, além de cabelereira, eu não quero ser nada! Eu não gostaria de fazer absolutamente nada além do que eu faço. E então? Então que eu queria ser criança. Eu queria brincar igual o João, eu queria ver novidade nas coisas, eu queria ser pequenininha. E é aí que entra o E.T. Eu queria sentir a mesma emoção de quando eu assisti E.T. pela primeira vez! Logo, eu só quero ser mãe. Porque naquela época eu queria o E.T. para mim porque eu me apaixonei por ele. Hoje eu tenho meu E.T. Ou melhor, tenho dois E.Ts!

2 comentários:

Paulo disse...

Como diz meu primo, o jornalista é um oceano de conhecimento. Mas um oceano de um palmo de profundidade.

Mas desencana, querida...bem como a infãncia nunca volta (pelo menos não com aquela magia), tu faz bem pra um monte de gente só por ser do jeito que tu é...
Tu também é um oceano de conhecimento. A diferença, e o motivo pelo qual tanta gente te admira, é que tu tem beeeem mais que um palmo de profundidade!

Vem logo pro velho oeste!

Beijo!

Hirche disse...

Penso em nunca ter Ets