quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Sumida!
Cansada!

"...posso lutar e nunca vencer. Acho que é por isso que estou assim..."

sábado, 8 de agosto de 2009

Ai, o passado...

O passado consiste no que já passou. Mas o que já passou as vezes não passa.

Ontem, no telecine cult passou Flashdance - e o Neto que gravou para mim, porque ele viu uma fita que eu, com 7 anos, dançava a música tema do filme desconjutóriamente -, o filme que eu assisti mais do que Escola de Rock e marcou a minha infância mais do que a Xuxa ou a Simony. Para se ter uma idéia, eu, 23 anos depois, ainda tenho todos os diálogos memorizados. Não só os diálogos, mas as cenas, as emoções.

Hoje, ele me parece muito mais sacana. A menina é uma pervertida, mas, enfim...

A primeira vez que eu assisti foi na casa da Tia Inês, quando passou pela primeira vez no Supercine. A gente sempre reunia as famílias no sábado a noite e, enquanto os pais conversavam borracha, eu ficava brincado com a Talita, o Thiago e a Jackie de escolinha. A gente ia embora depois da meia noite e eu achava o máximo. A Jackie dava aulas, porque era mais velha. Foi nessas aulas que eu aprendi a fazer conta de dividir com 3 números. Só que, nesse sábado, eu fiquei encantada já com as letras vermelhas que abrem o filme. Foi uma experiencia, eu diria, hipnotizante.

Uma das lembranças mais fortes que eu tive ontem foi de quando meu avô comprou um video cassete, que na época era o auge da tecnologia audiovisual, e, quando a gente ia passar férias na casa dele, ele deixava a gente pegar 20, 30 fitas. E, assim como a Clara só pegava A Rádio do Chico Bento, eu só pegava Flashdance. E assistia diversas vezes seguidamente. E ele ia deixando a fita lá, sem devolver, as férias inteiras. No dia que eu fui embora, eu estava na rua brincando e meu avô me chamou. Ele me sentou no colo dele, em uma poltrona marrom que ele sempre sentava e que ficava de frente pra porta e para a televisão. Ele ajustou a fita só para a hora da dança final. E a gente assistiu juntos. Ele me deu um beijo na testa e eu chorei porque estava indo embora - eu sempre chorava quando ia embora. Entrei no carro. Foi a última vez que eu ví meu avô.

Quase sempre, as coisas realmente não são como a gente espera que elas sejam. Eu não sou nem de longe uma bailarina de jazz. Eu não sou a Jhennifer Bills. Meu avô não está mais vivo e nem sequer eu durmo sábado depois da meia noite a maior parte deles. Só que hoje eu tenho outras coisas, e tenho isso, as lembranças, que eu carrego comigo e fazem parte da minha vida, que me tornam o que eu sou. Eu sou grata por tudo na minha vida. Eu não tenho nada do que me arrepender e nem me amargurar. Eu não tenho correntes e nem fantasmas para carregar. Eu tenho lembranças.

Entre elas, essa:

Primeiro, quando há nada
a não ser um sonho ardente e lento
que seu medo parece esconder nas profundezas
da sua consciência.

Sozinha, tenho chorado
lágrimas silenciosas cheias de orgulho
em um mundo feito de metal,
feito de pedra.

Bem, eu ouço a música,
fecho meus olhos, sinto o ritmo,
me deixo levar, seguro firme meu coração.

Que sensação.
Comece acreditando.
Eu posso ter tudo isso,
agora estou dançando por minha vida.

Pegue sua paixão
e faça-os acontecer.
Imagens tornam-se vivas,
você pode dançar por sua vida.

Agora, eu ouço a música,
fecho meus olhos, sou o ritmo.
Em um instante seguro firme meu coração.

Que sensação.
Comece acreditando.
Eu posso ter tudo isso,
agora estou dançando por minha vida.

Pegue sua paixão
e faça-os acontecer.
Imagens tornam-se vivas,
você pode dançar por sua vida.

Que sensação. SOU A MÚSICA AGORA
Comece acreditando. SOU O RITMO AGORA
Imagens se tornam vivas, você dançar direito por sua vida.

Que sensação. VOCÊ PODE REALMENTE TER TUDO ISSO
Que sensação. IMAGENS SE TORNAM VIVAS QUANDO EU CHAMO
Eu posso ter tudo isso. EU POSSO REALMENTE TER TUDO ISSO
Ter tudo isso. IMAGENS SE TORNAM VIVAS QUANDO EU CHAMO

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Tédio - subst m tédio ['tɛdju] - aborrecimento

Aborrecimento?
De onde foi que tiraram que tédio é aborrecimento?

- eu ia acabar este post, mas o Neto veio me informar que o casamento que a gente vai hoje é as 18h. Agora são 17:35. Somos quatro para tomar banho e blá blá blá. Ele acabou de curar o meu tédio.

Bye!

sábado, 11 de julho de 2009

Superhard

- uma mudança de casa (nunca imaginei que eu tivesse tanta coisa! E que ainda preciso de mais...);
- duas revistas, uma legal e uma chatíssima, tipo manual sócioeconomico;
- uma campanha para incentivo da carne inspecionada;
- uma campanha de combate a queimada urbana;
- uma campanha de valorização da cidade;
- os mesmos dois filhos;
- o mesmo marido;
- os mesmos quatro cachorros...

...e no fim do túnel, um recesso do dia 17 de julho ao dia 2 de agosto.
Porque eu mereço...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Eu tenho um filho de 3 anos.
Acredita?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Para quem gosta de hq, link novo do blog do meu amigo, o cara que fez eu gostar do Homem Aranha e do Wlverine, Gustavo Vícola. Lá do Torre HQ, ok?!

Todo mundo visitando!

sábado, 23 de maio de 2009

Sobre potes e felicidade

Prefácio
Que fique bem claro que este post fala sobre bens de consumo. É claro que a felicidade maior ainda está no sorriso daqueles que eu amo tanto.

CAPITULO 1 -
Eu costumo dizer que a maior felicidade do dia está no primeiro gole de coca-cola. Se ela estiver quase congelando é dublehapiness. Um relaxamento muscular quase como um orgasmo. Mesmo. De verdade. Eu praticamente dependo da coca-cola para ser feliz. Ela é tão foda que, mesmo com a nova gramática, ela ainda tem hífen no seu nome. E eu não precido pensa se é cocacola ou coca cola. É simplesmente coca-cola.

Outras coisas carregam um pouquinho de felicidade na sua fórmula. O bombom sonho de valsa. A água de colônia de baunilha da Loccitane. Coisas caras, coisas baratas. Não sei explicar o por quê, só sei que tem felicidade na fórmula!

Uma dessas coisas que carregam alegria eu aprendi com a minha mãe: Renew.

CAPITULO 2 -
É claro que eu conheço La Prairie. É claro que eu já usei. É claro que só amostra grátis. Eu, decididamente, não tenho coragem de pagar R$800 num potinho miserável. Um dia talvez terei, eu não sei. Mas por isso que eu gosto de Renew. Porque é acessível. Porque a minha vizinha vende. Porque em qualquer lugar que eu morar, uma das minhas vizinhas vai vender. Porque toda vez que eu lavo o rosto, eu passo sem medo de acabar. E porque ele tem felicidade na sua fórmula. Minha mãe me ensinou. E ela tinha razão.

CAPITULO 3 -
Meu Renew noite acabou. Eu pedi outro. Uns 3 dias depois ví na TV que uma nova linha Renew para minha idade foi lançada. Fiquei chateada porque queria experimentar, mas já tinha pedido o outro. E não é uma coisa tão barata assim. Eu ia precisa acabar o meu pote primeiro para depois comprar outro.

Hoje a Patty veio trazer meus pedidos e, surpresa, o Renew que eu pedi não veio porque estava em falta. E ela trouxe a linha nova inteira, dividiu em dois pagamentos e ainda me deu a espuma de limpeza de brinde. Pensa numa felicidade...

CAPITULO 4 -
Se eu for no dermatologista e contar que eu uso Renew ele vai dizer: pára de perder tempo com essas besteiras e manipula esse creminho, esse protetor e isso de passar a noite. Isso sim vai trazer resultado.

E eu vou dizer - quando olhar a fórmula: cadê a felicidade?