quinta-feira, 21 de maio de 2009

De novo, sobre morte e vida

Há um ano, minha querida vovó se foi. E vocês acreditam que eu ainda não acredito?!

Semana passada, a mãe de uma amiga, uma mulher jovem, moderna, bonita, que trabalhava e namorava, como a minha própria mãe, se foi.

E eu fiquei com medo.

A única coisa que eu faço que pode me prejudicar é comer muita manteiga. Eu vou parar.

Eu, que dizia para o Neto que casar no papel é besteira, pensei em casar só para colocar no contrato de casamento que se eu morrer e ele se casar de novo, meus filhos automaticamente vão para minha família.

Depois, fiz ele me promenter que não vai casar de novo se eu morrer.

E pode ser hoje, pode ser amanhã ou pode ser daqui 80 anos, eu não sei. Ninguém sabe.

Agora, mais do que nunca, eu não quero guardar nada. Nem dinheiro, nem felicidade, nem dor, nem um xingamento, nem uma vontade. Eu quero compartilhar, fazer valer, viver um dia de cada vez, dar um passo na frente do outro, com o objetivo único de ser feliz.

Eu não quero cultivar pessoas que eu não gosto perto de mim, eu não quero viver situações em que não me sinto bem, não quero disperdiçar meu tempo.

Eu já vivia assim antes. Pode ter certeza de que hoje eu vivo mais.

O tempo é só um brinquedo.

Um comentário:

Aline disse...

Caso vc esteja pensando que vou morrer antes dos meninos se casarem............
Nem morta!
Só morro qdo não mais valer a pena.Pode ter certeza que vcs fazem valer a pena.Portanto, não morro tão cedo.