domingo, 17 de julho de 2011

A doçura da vida
Eu sei, existe um livro com esse título. Mas quem não sabe fazer melhor, copia.

Não bastasse eu receber o filme pelo correio, o pacote ter como remetente uma pessoa que amo, ter uma carta linda junto, ele tinha que ser tão bom quanto o contexto. 500 days of Summer fala do assunto que mais me encanta: o amor. E abraça todas as minhas teorias. De que, no começo, é tudo mágico – todas as descobertas são legais -; que a gente só ama quando está disposto a isso; que, as vezes, não basta tentar; que ninguém está livre de se apaixonar (de novo, e de novo, e de novo). Não adianta enlouquecer, tentar roubar a pessoa para você, tentar afastar a pessoa do mundo dela. É insano. Afinal, a gente gostou da essência. É não respeitar os nossos próprios sentimentos. E, no fim, é frustrante. A gente é da gente mesmo e só fica sendo de outra pessoa quando a gente quer e até quando a gente quer.

Eu faria um roteiro parecido se quisesse falar de amor. E quem me conhece sabe bem do que estou falando.

A vida não para. A gente pisca os olhos e, plim, já está tudo diferente. E não existe nada mais doce do que isso.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sobre as cartas e toda a mudança do mundo

Quando eu era adolescente, escrevia muitas cartas. Dezenas. Toda semana. Era super divertido. Fazia colagens, colocava surpresa para os meus amigos. Tinha uma caixa muito grande, cheia desses mimos – que algum namorado queimou numa tentativa burra de tentar apagar meu passado.

Há mais ou menos 15, 16 anos, a internet entrou na minha vida. Os chats instantâneos. As redes sociais. Todo mundo sabe que isso mudou o mundo, as relações e, principalmente, a comunicação. Inclusive essa comunicação mais íntima, mais pessoal. E superficializou tudo.

Temos muito mais “amigos”, mas nos sentimos muito mais sozinhos. Trocamos muitas gentilezas, mas não trocamos afeto. Não conhecemos a voz, não sentimos o cheiro, não nos molhamos com as lágrimas ou rimos até doer a bochecha e barriga.

Eis que hoje, às 8h34, eu recebo o correio na minha casa. Um envelope, um filme e uma carta, escrita a mão, papel e caneta. E, nessa mídia tão diferente pro contemporâneo, como seu autor mesmo disse, carinho colocado no papel. E eu pensei: alguém no mundo ainda me ama!

domingo, 10 de julho de 2011

Cada um no seu quadrado
Mas guardado pra sempre no meu coração

Toda terça-feira a noite, a gente se reunia para falar borracha. E muitas coisas mais.

Vinho, camarão, vinho, filhos, trabalho, vinho, vinho, Ana Carolina e Seu Jorge, vinho, histórias, saudades, vinho, lembranças, vinho, Sandy e Junior, vinho, vinho, Ivete, vinho, vinho, vinho, ioga, vinho.

A gente estava ali pela mesma causa. A vida é assim: aproxima a gente de pessoas diferentes, mas que a gente acaba amando.

É claro que sempre teve mais. Os problemas, as fofocas, as corridas, as playlists. E a força que a gente precisa todo dia pra matar o leão.

Flavioca, linda, voltou pro seu lugar. A Renata vai receber o Felipe de presente e realizou o sonho de se casar. E eu...bem, isso não importa muito neste contexto. O que importa é que tem gente que eu vou levar pra sempre no meu coração.

Saudades milhões, meninas! Milhões!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Nota aberta do status quo:

O clima em Aracoara segue não só desértico e pueril, como sempre, mas também tenso. O mundo, que não para de girar, me causou uma re-volta da gastrite e meu estomago me acorda todas as noites com suas queixas ardidas e dolorosas, se queixando de anos de maus tratos e grosserias. Porém, meu copo continua metade cheio. Ansiolíticos e alienadores colaboram com a minha decisão de me manter ao lado dos bons, inclusive das boas notícias. Para tal, me fecho em um mundo paralelo onde só entra o que eu bem entender. E a pergunta: quem está preparado para mim?

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Lá do além

Ela se foi há mais de 3 anos. Matias tem 2 e 10 meses. Ela seria a madrinha dele, mas morreu 3 meses antes dele nascer.

Da minha vó, fiquei com o travesseiro e um box de livros do Sherlock Holmes.

Matias entra na sala com um livro dessa caixa na mão: "Mãe, esse livro é da Bisa?"

É, meu filho, é da Bisa. "Ela é mesmo uma idiota!"

terça-feira, 28 de junho de 2011

Puxou ao pai
Porque filho de peixe, peixinho é.Ou cara de um, focinho do outro.



O João é a lata do Neto. Só a lata, não: jeito de andar, de parar. E as promessas...ah! As promessas.

Hora do almoço, aquela sujeira na sala. Digo: vou varrer! Neto: Deita aí, eu varro depois.

A noite, João me bate. Eu: esquece Discovery Kids! E João: Eu juro, mãe, que nunca mais vou te bater. Eu juro! Eu juro!

Quando o João deixar de me bater por manha, o Neto varre a sala!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Nostalgia que contagia
Parafraseando o slogan daquele refrigerante a base de guaraná.

Já disse que sou uma pessoa nostálgica? Pois é. O frio – e caíram alguns graus de ontem para hoje – sempre traz uma nostalgia melancólica, daquelas que a gente fica pra baixo, mas com um meio sorriso no rosto, pensando e pensando e pensando.

Eu gosto de criar situações na minha imaginação. Principalmente antes de dormir. Eu ouvi em algum lugar por aí que algumas pessoas tomam remédios para ficarem sonolentas, porque o excesso de sono faz com que a gente pense coisas mirabolantes.

Comigo é sempre assim: antes de dormir eu penso em coisas mirabolantes. Eu tenho ideias que podem mudar a minha vida no dia seguinte. Eu penso em conversar com as pessoas, em ter coragem e ousadia. E também penso em situações que eu gostaria de viver. Quase todas elas em dias frios.

E nos dias frios – nos reais, não os da minha imaginação – eu sinto saudade dessas coisas que eu nunca fiz. E lamento por nunca ter feito. E, a noite, eu crio situações imaginárias onde realizo todas essas minhas vontades.