domingo, 1 de março de 2009

DRAMAS DOMINICAIS

Hoje eu resolvi que vou escrever uma série de livros no estilo Marian Keyes e os seus Melancia, Férias, Sushi, Casório etc. Ou no estilo Backy Bloom, A irmã de Backy Bloom, Backy Bloom vai as compras, O casamento de Backy Bloom. Ou mesmo o mais conhecido Bridget Jones. Mas as histórias do meu livro serão as minhas histórias. Sim, será auto-biografico. Não que alguém se interesse pelas histórias da minha vida, mas eu tenho tantas, e elas são tão tragicamente cômicas que eu acredito que, se dividirmos por assunto, pode ser que eu atinja a marca dos quatro livros, mais ou menos. O primeiro da série começaria pela história de hoje – e que daria gancho a história de minha vida inteira. Mais abaixo vou descrevê-lo com detalhes. Antes, descreverei os outros.

Um deles será sobre a minha infância e adolescência em uma cidade tradicionalista. Lá, todos eram conhecidos pelo nome e sobrenome e eu não tinha um sobrenome tradicional. Muito pelo contrário. A família da minha mãe chegou lá por acaso e a do meu pai era bem pobre e ainda a maioria deles tinha problemas com drogas e álcool. Logo, contarei como consegui o meu espaço na dura sociedade Araraquarense e de todas as minhas peripécias, fugas e bagunças, da minha única amiga de verdade, do dia em que eu dei uma festa e ninguém apareceu, de quando meu tio passava o fim de semana dando tapas e me deixava com o carro dele – e eu tinha 13 anos –, do meu primeiro amor de criança, de quando eu conheci o Neto, e de tantas outras coisas que me aconteceram por lá.

O terceiro será sobre minha mudança pra São Pedro e depois o tempo que eu fui morar sozinha em Marília. De como as pessoas me difamaram, de quando disseram que eu era traficante, drogada, sapatão e biscate ao mesmo tempo, de como eu nem ligava pra isso, do tanto que eu brigava com a minha vó, de como foi legal morar sozinha, de como eu me desencontrei do Neto, das festas, viagens, namoradinhos, da melhor república feminina que já teve no mundo, do tanto que as pessoas desacreditavam em mim. De quando eu resolvi o que queria fazer da vida e comecei a levar a sério, da pressão que eu tive porque as pessoas achavam que eu era inteligente, do me do que eu sentia de que todo mundo que dizia que eu não ia ser nada na vida fosse verdade. E de como todo mundo se enganou.

O quarto eu não sei, porque ainda está por vir o que eu vou escrever.

O primeiro, vou passar um resumo rápido para vocês:

Começa em um domingo de manhã. Mariana acorda com o short do pijama ensopado de sangue. Ela resolveu colocar DIU aquele mês, depois de duas gravidezes não planejadas, e a médica avisou que o fluxo menstrual aumentaria. Ninguém imaginava que seria tanto.Ela está um pouco gripada, nos primeiros dias de dieta e se sente mal. Sua irmã, que mora do outro lado do país, liga contando que está mudando de cidade. E que sua mãe também mudou de cidade porque brigou com o marido – aquele marido que Mariana disse para sua mãe não casar. Mariana uma vez brigou com o marido de sua mãe por causa de um carnaval. Uma carnaval em que ela bateu em uma menina porque essa menina queria bater em sua irmã. Ela queria bater em sua irmã porque a irmã dela chamou Mariana de biscate e Clara foi em cima dela. A irmã entrou defender e Mariana entrou e deu tanto na menina que ela teve pequenos traumas na face. Para tirar Mariana de cima da menina, 5 homens velhos e casados e ridículos bateram em Mariana. Mesmo assim, eles mais apanharam que bateram – Mariana é forte!(....) A pessoa que apanhara de Mariana era mulher de um dos melhores amigos de Neto, um antigo caso de Mariana que ela nunca esquecera. Já fazia sete anos que eles não se falavam (....)Hoje eles estão casados (....)O lar de Mariana estava desfeito. E ela se sentiu feliz e triste ao mesmo tempo.

Assim por diante. Muitas histórias. Nenhuma extraordinária. Algumas vão me deixar triste, outras vão me trazer boas lembranças. Talvez eu encontre o ponto exato onde eu resolvi ser uma pessoa bem resolvida, talvez eu consiga transparecer o maior ponto fraco, que e a individualidade, talvez as pessoas me enxerguem como um espírito livro ou me interpretem como uma vaca egoísta, não me interessa. O que interessa é que acho que, se eu arrumar tempo pra isso, vai ser legal.

Inclusive tempo é uma coisa muito difícil porque, apesar de eu ser uma lunática irresponsável, só essa semana eu tenho 2 campanhas inteiras pra fazer (dia internacional da mulher, com 6 vts, spot, folder, outdoor, revista, e campanha contra a poluição sonora, com folder, outdoor, VT e spot).

5 comentários:

Paulo disse...

Boto a maior fé, Mariana!
No livro que tu for falar de Marília, o prefácio, ou a orelha que seja, eu tenho que escrever!

Neto (O Marido sortudo) disse...

Eu mereco um livro so pra mim.Rssss
Te amo e sou eternamente grato aos céus por fazer parte da sua vida

el escama disse...

Eu faço as capas!

Hirche disse...

Mantenha nossa dignidade: não conte nada sobre o episódio "biscate apanha na cara", ou sobre o dia que fomos dançar no rodeio e caímos de bunda no chão.

Joana disse...

Já que todos estão oferecendo seus "serviços", vou oferecer os meus tbm!! rsrsrs As fotos da autora são por minha conta!! hehehe
Adorei a idéia do livro!!! Mto legal!!!
Saudades!!
Bjão!!