quinta-feira, 24 de novembro de 2011

SOBRE MÚSICAS, VIDA SEXUAL E VERGONHA ALHEIA

Eu sou uma amante do trash. Acho o trash maravilhoso, principalmente quando bebo. Tati Quebra-Barraco embalou boa parte das minhas festas, assim como Vando, É o Tchan, entre outros. Cito primeiramente a Tati porque suas músicas tem muita conotação sexual.



Elas falam muito, mas não dão pistas sobre nossa vida sexual porque 69, frango assado e de ladinho são práticas comuns, realizada pela maioria das pessoas sexualmente ativas.

Este post diz respeito a músicas comuns, que não trazem nada (ou quase nada) sobre sexo, mas que revelam como as pessoas andam fazendo sexo. E isso me incomoda. Eu não gosto de saber sobre a realidade sexual de quem eu não tenho intimidade suficiente para isso – ou seja, quase ninguém. E isso me causa vergonha alheia.

Segue linha do tempo musical:


As expressões "beijas na boca" e "fazer amor" são deploráveis. Vai beijar aonde? Na testa? E "fazer amor"...me poupe. É Zoação. Meu,quer sair com pessoas comprometidas, tudo bem. Mas afirmar que sabe o que está fazendo porque não é criança e ainda colocar o pai no meio...Vergonha alheia.



Menininhas dançando com as mãozinhas pra cima essa cópia fajuta da Shakira fingindo que elas não estão nem aí pro cara por quem elas molham o travesseiro a noite me dá vontade vomitar. Nem o babaca quer comer, imagine? Vergonha alheia.


Tudo bem, eu já fui em micaretas e peguei vários carinhas. Quando eu tinha 16 anos. Acima dos 30, a gente sabe que é encalhe. Não é praieiro, não é guerreiro e tá solteiro por falta de opção. Vergonha alheia.


Pedreiro, né? Não pega nem a sombra. Vergonha alheia.

E chega. Antes que eu exploda de vergonha.

sábado, 15 de outubro de 2011


Eu não vejo a hora de assistir Os Vingadores. O difícil vai ser escolher o herói preferido:
O semideus e esquentadinho Thor...


O politicamente correto e ruim de baile Capitão América...


O doce, depressivo e raivoso Hulk...


Ou o bilionário inteligente e espirituoso Homem de Ferro


O único problema é que, qualquer deles que eu escolha, vou precisar competir com a Viúva Negra. E não é uma competição muito justa!

domingo, 2 de outubro de 2011

Eu gosto de contar as histórias da minha vida. Algumas são cheias de uma magia inexplicável. Essa é uma delas.
Lá em 1994, se não me engano 22 de janeiro, eu passava férias na casa da minha vó. E fui pra uma balada entitulada "Baile Cigano". Era na beira de um rio, tinham muitas tochas e uma banda que se chamava Bam da Banda. Eu vestia um top e um shorts pretos, um sobretudo branco e coturnos até os joelhos. Todos meus amigos estavam lá. Era a última balada das férias.

Eis que sobe ao palco um menino magrelo, de cabelo liiiiiiiiiso, uma franja na altura do queixo. Pega o microfone e canta isso aqui:



Neste dia, nem cheguei perto do garoto. Mas posso dizer com certeza absoluta que minha vida nunca mais foi a mesma.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Quanto vale a perfeição?



Quando assisti Cisne Negro, fiquei impressionada. Impressionada com a cabeça da gente, por saber até que ponto somos capazes de chegar pela perfeição.

Minha encanação aconteceu, principalmente, pela hora que ele tira aquela pele do dedo. Porque, quando estou ansiosa, fico cutucando o canto das unhas também. Mas estou longe do anseio pela perfeição em qualquer atividade que executo no meu dia-a-dia.

Na verdade, devo colocar, no máximo, 30% da minha capacidade nos meus afazeres. Por preguiça, por correria e, principalmente, porque não tenho paixão. Um dia ainda vou achar alguma coisa em que eu queira me jogar 100% e ser a melhor. Mas, e aí, o que serei capaz de fazer por isso?

Lí, em uma revista de corrida – que assinei por dois anos e ganhei mais dois de bonificação, num momento em que achava que correria todos os dias vários quilômetros -, que as mulheres grávidas e que amamentam tem um aumento no volume sanguineo de 30% e, consequentemente, um aumento na oxigenação que melhora demais a performance.

Então, várias corredoras engravidam e, depois de três meses, abortam.

Matar e morrer pela perfeição. Do que você é capaz?

domingo, 21 de agosto de 2011

A gente é sempre muito insatisfeito. Por mais que as fotos que a gente coloque no FaceBook mostrem o quanto a gente é feliz, bonito e bem sucedido, a gente sempre quer mais. E, se não quer mais, isso é classificado como doença – depressão e seu leque infinito atual.

Porém, em algum momento a gente tem que achar que é feliz. Seja curtindo o que faz, ou saindo pra balada, ou ouvindo música, indo ao cinema, sei lá. A gente tem que ser feliz com alguma coisa.

E, na verdade, a felicidade existe, sim. E a gente só descobre depois que tem filhos. Porque os filhos são felicidade. Eles dão um trabalho danado, uma canseira. Mas isso não importa porque o cheiro deles, o conforto que eles trazem, as palavras que eles falam, os desenhos que eles fazem...felicidade pura!

Mas filho dói também, a maior dor que alguém pode sentir. Nem precisa acontecer nada, dói só de existir a possibilidade de acontecer alguma coisa.

Voltando lá em cima, por mais que a gente seja insatisfeito, por mais que a grama do vizinho seja melhor, nossos filhos são sempre os mais bonitos, os mais inteligentes, os mais divertidos. Eles são a exceção a essa regra da insatisfação.

Esse post é especialmente pra Bia Ravanelli, que acabou de ganhar um sobrinho lindão e que, de certa forma, vai ser o primeiro contato com a maternidade. A Jana, irmã da Bia, teve essa iniciação maternal com os meus filhos e mesmo morando há 3 mil km de distancia, liga pra eles quase todos os dias. Então, enquanto a Bia não tem filhos, ela vai sentir essa alegria com o Lucas. E vai ver que a vida tem muito mais graça do que ela achava que tinha.

Bia, manda um beijo pra Viviane e outro pra vovó Vilma, que agora tem mais um motivo pra continuar vivendo. Logo eu levo meus furacões pra ensinarem coisas boas pro Lucas!

sábado, 6 de agosto de 2011

De mãos dadas, vamos pedir paciência para continuar a caminhada

Rola no FB aquele brinde à mãe que modificou seu corpo pelo filho. Antes fosse só isso.O que acontece é uma proporção igual de amor e encheção de saco.
Teimosia, teimosia, teimosia. Parece que “não” soa como “sim”, é uma coisa impressionante.

O João falou o dia inteiro que ver Smurfs hoje seria perfeito. Ok! Vamos.

Pra tomar banho, ele dá umas 10 voltas correndo em volta da casa de roupa e mais umas 10 sem roupa. Quando é colocado esperniando embaixo do chuveiro, fica pulando que nem macaco e não deixa dar banho. Aí, na hora de enxugar, sai correndo molhado pela casa.

A roupa é um capítulo a parte. Eu gosto de comprar umas roupas bacaninhas, pra variar o short e t-shirt de super herói. Ele é magrelinho de coxa grossa, fica uma gracinha de calça com corte reto. Também acho legal uns jacarés, uns cavalinhos, umas bandeiras de vez em quando. E tênis. Tá. Mas você pode colocar a roupa que for, ele surge na sala de uniforme do são Paulo e havaianas. “Porra, João, nós vamos sair!”. “Mas a camiseta do são Paulo é a mais linda do mundo!”. Ensinamentos do pai, vou fazer o que? Discutir com o João é perda de tempo. Ele tem só 5 anos e é invicto em discussões.

Aí é batalha pra pentear o cabelo, pra entrar no carro...Eu já estou exausta! E ele também. Entra no carro e dorme. Eu chego no cinema atrasada, fila pra entrar no estacionamento. João dormindo. Volto pra casa, claro. E quando chega na porta ele acorda e diz: “eu estou no inferno! Quero ver Smurfs hoje”. Minha vontade é responder: “Bem-vindo ao meu mundo!”

Mas aí eu ganho um abraço, um cheirinho, um beijinho...e pronto! Já acho ele parecido com o Ben Affleck de novo. Lindo, lindo!Coisa de mãe.

sábado, 30 de julho de 2011

Tão diferentes, mas nasceram parecidos.

domingo, 17 de julho de 2011

A doçura da vida
Eu sei, existe um livro com esse título. Mas quem não sabe fazer melhor, copia.

Não bastasse eu receber o filme pelo correio, o pacote ter como remetente uma pessoa que amo, ter uma carta linda junto, ele tinha que ser tão bom quanto o contexto. 500 days of Summer fala do assunto que mais me encanta: o amor. E abraça todas as minhas teorias. De que, no começo, é tudo mágico – todas as descobertas são legais -; que a gente só ama quando está disposto a isso; que, as vezes, não basta tentar; que ninguém está livre de se apaixonar (de novo, e de novo, e de novo). Não adianta enlouquecer, tentar roubar a pessoa para você, tentar afastar a pessoa do mundo dela. É insano. Afinal, a gente gostou da essência. É não respeitar os nossos próprios sentimentos. E, no fim, é frustrante. A gente é da gente mesmo e só fica sendo de outra pessoa quando a gente quer e até quando a gente quer.

Eu faria um roteiro parecido se quisesse falar de amor. E quem me conhece sabe bem do que estou falando.

A vida não para. A gente pisca os olhos e, plim, já está tudo diferente. E não existe nada mais doce do que isso.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sobre as cartas e toda a mudança do mundo

Quando eu era adolescente, escrevia muitas cartas. Dezenas. Toda semana. Era super divertido. Fazia colagens, colocava surpresa para os meus amigos. Tinha uma caixa muito grande, cheia desses mimos – que algum namorado queimou numa tentativa burra de tentar apagar meu passado.

Há mais ou menos 15, 16 anos, a internet entrou na minha vida. Os chats instantâneos. As redes sociais. Todo mundo sabe que isso mudou o mundo, as relações e, principalmente, a comunicação. Inclusive essa comunicação mais íntima, mais pessoal. E superficializou tudo.

Temos muito mais “amigos”, mas nos sentimos muito mais sozinhos. Trocamos muitas gentilezas, mas não trocamos afeto. Não conhecemos a voz, não sentimos o cheiro, não nos molhamos com as lágrimas ou rimos até doer a bochecha e barriga.

Eis que hoje, às 8h34, eu recebo o correio na minha casa. Um envelope, um filme e uma carta, escrita a mão, papel e caneta. E, nessa mídia tão diferente pro contemporâneo, como seu autor mesmo disse, carinho colocado no papel. E eu pensei: alguém no mundo ainda me ama!

domingo, 10 de julho de 2011

Cada um no seu quadrado
Mas guardado pra sempre no meu coração

Toda terça-feira a noite, a gente se reunia para falar borracha. E muitas coisas mais.

Vinho, camarão, vinho, filhos, trabalho, vinho, vinho, Ana Carolina e Seu Jorge, vinho, histórias, saudades, vinho, lembranças, vinho, Sandy e Junior, vinho, vinho, Ivete, vinho, vinho, vinho, ioga, vinho.

A gente estava ali pela mesma causa. A vida é assim: aproxima a gente de pessoas diferentes, mas que a gente acaba amando.

É claro que sempre teve mais. Os problemas, as fofocas, as corridas, as playlists. E a força que a gente precisa todo dia pra matar o leão.

Flavioca, linda, voltou pro seu lugar. A Renata vai receber o Felipe de presente e realizou o sonho de se casar. E eu...bem, isso não importa muito neste contexto. O que importa é que tem gente que eu vou levar pra sempre no meu coração.

Saudades milhões, meninas! Milhões!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Nota aberta do status quo:

O clima em Aracoara segue não só desértico e pueril, como sempre, mas também tenso. O mundo, que não para de girar, me causou uma re-volta da gastrite e meu estomago me acorda todas as noites com suas queixas ardidas e dolorosas, se queixando de anos de maus tratos e grosserias. Porém, meu copo continua metade cheio. Ansiolíticos e alienadores colaboram com a minha decisão de me manter ao lado dos bons, inclusive das boas notícias. Para tal, me fecho em um mundo paralelo onde só entra o que eu bem entender. E a pergunta: quem está preparado para mim?

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Lá do além

Ela se foi há mais de 3 anos. Matias tem 2 e 10 meses. Ela seria a madrinha dele, mas morreu 3 meses antes dele nascer.

Da minha vó, fiquei com o travesseiro e um box de livros do Sherlock Holmes.

Matias entra na sala com um livro dessa caixa na mão: "Mãe, esse livro é da Bisa?"

É, meu filho, é da Bisa. "Ela é mesmo uma idiota!"

terça-feira, 28 de junho de 2011

Puxou ao pai
Porque filho de peixe, peixinho é.Ou cara de um, focinho do outro.



O João é a lata do Neto. Só a lata, não: jeito de andar, de parar. E as promessas...ah! As promessas.

Hora do almoço, aquela sujeira na sala. Digo: vou varrer! Neto: Deita aí, eu varro depois.

A noite, João me bate. Eu: esquece Discovery Kids! E João: Eu juro, mãe, que nunca mais vou te bater. Eu juro! Eu juro!

Quando o João deixar de me bater por manha, o Neto varre a sala!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Nostalgia que contagia
Parafraseando o slogan daquele refrigerante a base de guaraná.

Já disse que sou uma pessoa nostálgica? Pois é. O frio – e caíram alguns graus de ontem para hoje – sempre traz uma nostalgia melancólica, daquelas que a gente fica pra baixo, mas com um meio sorriso no rosto, pensando e pensando e pensando.

Eu gosto de criar situações na minha imaginação. Principalmente antes de dormir. Eu ouvi em algum lugar por aí que algumas pessoas tomam remédios para ficarem sonolentas, porque o excesso de sono faz com que a gente pense coisas mirabolantes.

Comigo é sempre assim: antes de dormir eu penso em coisas mirabolantes. Eu tenho ideias que podem mudar a minha vida no dia seguinte. Eu penso em conversar com as pessoas, em ter coragem e ousadia. E também penso em situações que eu gostaria de viver. Quase todas elas em dias frios.

E nos dias frios – nos reais, não os da minha imaginação – eu sinto saudade dessas coisas que eu nunca fiz. E lamento por nunca ter feito. E, a noite, eu crio situações imaginárias onde realizo todas essas minhas vontades.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Dialética da exigência: exigimos por nós, mas isso acaba sendo um tiro no pé.

Ontem foi um dos raros dias que dormi depois da meia noite – depois que minha vida social morreu . Fiquei assistindo Jô. Ele entrevistou a Stella Florence, uma das referências em chiklit no Brasil. Apesar de adorar o gênero, confesso que nunca li nenhum livro dela, mas houve uma identificação imediata com o título “Hoje acordei gorda”.

A escritora fala com desenvoltura sobre sexo e essas coisas, sem constrangimento, e isso é muito legal. Porém, ela comentou sobre uma crônica (essa aqui) e Neto e eu debatendo sobre o assunto com um pouco de indignação.

Imagine a cena: um pós-coito, o cara largado na cama, feliz – porque foi legal. A mina vai tomar um banho e tal. Parece que está tudo bem. De repente a pessoa volta surtada porque o cara a olhou “com um olhar que atravessou”. Xingou ou amarrou a cara, colocou sua roupa e foi embora chorando. O cara, que até tava curtindo a mina, ficou sem entender nada e nunca mais ligou pra louca. E ela se sentiu mal e mais uma vez teve a prova de que nenhum homem presta, porque eles olham com olhares que atravessam. (Se achou machista, inverta o gênero.)

As pessoas são muito tensas. Elas não relaxam. Elas querem agradar e exigem que, em troca, sejam agradadas também. Não importa o quanto você se doe, elas querem mais e mais e mais. Elas querem se sentir compreendidas pelo olhar.

Lendo assim, pode parecer paranóico, mas existem muitas pessoas assim, que se boicotam. Que deixam de acreditar achando que o problema está com o outro.

No meu ponto de vista (no MEU ponto de vista), seria mais legal se as pessoas se preocupassem com elas ao invés do que os outros vão pensar/sentir/falar dela. Se as coisas fossem feitas sem exigência de retribuição. Se fizessem por elas, e não para serem agradáveis ou aceitas. Se elas olhassem sem atravessar e compreendessem quem está do seu lado antes de exigir que ele sinta o mesmo por ela.

Amar não significa que você vai ter um relacionamento diário eterno com a pessoa e nem que ela vai te compreender em todos os momentos. Amar significa que você vai ter a pessoa do seu lado pra sempre – não do seu lado físico. Quando a gente ama, o olhar não atravessa. Mas, para chegar até isso, é preciso relaxaaaaar. Não digo só no sexo e essas coisas, mas também nas amizades e todas as coisas infindáveis, que precisam de intimidade.

Então, esqueçam a paranóia, o ciúme, a exclusividade, as exigências, os blábláblás. Isso, só o amor faz por você. O negócio é se abrir, se mostrar verdadeiramente e se divertir,sem tensão, sem futuro. No MEU ponto de vista. E se surtar, surte sem dignidade. Não segure o choro, não explique com palavras bonitas e teorias psicológicas. Grite, quebre, descabele. Pelo menos a pessoa nunca mais vai te esquecer. E é engraçado.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Eu gosto de propagandas. Mais ainda de jingles. Então vou listas alguns jingles da minha vida!

Estrela.


Bolinha de Sabão.


Sprite - esse jingle é do Vini mexe a cadeira.


Babaloo banana.


Sempre Coca-Cola.


Johnsons Baby Shampoo.


Existem músicas que são lindamente usadas nos comerciais também:









São tantos...
Espero que tenham se divertido!


Nota: Procurei Kolynos Star Gel e não achei. "Hoje acordei e tirei o meu pijama..." não pode ser compartilhado. Os clássicos guaraná Antarctica (pizza e pipoca) todo mundo lembra.

domingo, 15 de maio de 2011

Questão partidária

Hoje de manhã, enquanto eu fazia o rolê da Amélia (meio que comemorando o 13 de maio), bate uma dessas meninas que fazem pesquisa. Eu aceitei responder por 2 motivos: o primeiro é porque eu sei a dificuldade que é acabar com os questionários. O segundo é porque eu sempre estive do lado de lá da pesquisa e fiquei curiosa para saber qual a sensação de fazer parte do índice.

Claramente encomendada pelo prefeito daqui, Marcelo Barbieri (PMDB), o questionário era qualitativo e media falhas e acertos, além de, claro, probabilidade de uma reeleição. Ele serviu também para que eu fizesse uma reflexão para um possível reposicionamento partidário. Ou não.

Desde pequeninha, eu aprendi que a direita é mais legal. Meu avós gostavam muito de política e eram envolvidos. Meu avô, uma pessoa bem a frente do seu tempo, votou no Collor por questões partidárias. Os professores, bancários, eram todos petistas. Eles sonhavam com a tal mudança e essas coisas que sempre e pareceram bem utópicas.

Depois que eu cresci, e por uma racionalidade simplificada, eu acho que a direita acaba roubando menos que a esquerda porque envolve menos pessoas nessas questões. Me parece que os novos donos do poder se maravilharam e vão pegando tudo com medo de sair dessa posição.

Trabalhando durante 5 anos com um PT corrupto, que passa a perna na população sem ao menos tentar esconder (uma tática já conhecida por ser usada pelo Maluf, mas com muito menos carisma e sucesso), torci o nariz de uma forma que parecia ser definitiva. E que pode ter mudado esta manhã, não sei ao certo.

Ao ser questionada pelo motivo de não votar em um ou outro possível candidato, minha resposta era sempre “questão partidária”. Mas na hora de avaliar os melhores...bem, confesso que o governo do Brasil tem sido melhor que o do estado, que a liderança política modelo de Araraquara é petista, que os melhores candidatos são de esquerda e que é preciso reavaliar sempre, porque a minha tão querida direita vem ruindo.

Outro ponto interessante é que eu, na minha ignorância, acredito que a saúde, a educação, a infra e todos os demais pontos são péssimos principalmente por causa do funcionarismo público. Essa coisa do cara ser concursado e achar que é intocável piora muito as coisas. Um funcionário achar que é legal você receber um bônus salarial por ter somente cinco faltas não entra na minha cabeça. Se eu faltar cinco dias do trabalho, sou demitida! A obrigação é ir trabalhar. Não faltar não é uma qualidade!

E tanta gente despreparada. Uma prova não avalia um bom funcionário. E a gente para pelo serviço, precisamos exigir profissionalismo dos nossos funcionários. Ganhar bem é um direito de todos, e é bacana valorizar o trabalho. Não só O TRABALHO, mas o comprometimento. E comprometimento é uma coisa que falta – em todo lugar, diga-se de passagem.

Se a creche dos meus filhos entra em greve e eu perco dias de trabalho, eu estou na rua. E os grevistas estão de folga. Então...hora de rever este ponto, não é mesmo?

Por hoje é só, crianças.

Tudo bem que tudo isso é muito chato. Mais chato ainda é o monte de roupas que eu tenho para passar!

domingo, 24 de abril de 2011

Post de Páscoa

Páscoa para mim é chocolate. Porém, tem aqueles significados religiosos que eu, sei lá, não posso falar com propriedade. Um deles é renascimento. E é disso que eu quero falar hoje.
Ontem a gente saiu pra jantar e eu encontrei uma amiga da minha mãe. Nós fomos criados como família, como tia e sobrinha, e os filhos dela, como primos. A filha mais nova dela – quando ela nasceu, eu já era grandinha – tem um filhinho lindo. Que tem uma síndrome. Não me lembro qual. Por causa dessa síndrome, vai ser operado do coração essa semana. As chances são médias. Mas qualquer risco já dói pra uma mãe.
Por isso, esse post de Páscoa é para pedir que todas as poucas pessoas que lêem esse blog pensem positivo, nem se for só um pouquinho, para que fique tudo bem na vidinha desse bebe de um aninho, que ainda vai correr um monte por aí, ser criado como priminho dos meus filhos e comer um montão de chocolate em tantas e tantas páscoas que ainda virão.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Porque eu sou mãe, e quem não é tem só/não tem a mínima noção do que é o sentimento de perder um filho.

SOBRE O RIO

Ridículo chamares de Comlumbine Brasileiro. Ridículo citarem religião. Ridículo mostrarem o sofrimento da família num momento tão particular que é a dor. Ridículo mostrarem tão massivamente um crime que já foi solucionado.

Acho bullyng um termo também ridículo para classificar mais uma parte da cultura americana que introduzimos no nosso país. Nossas crianças e adolescentes não sofrem bullyng. Elas sofrem falta de educação, preconceito, desrespeito e essas coisas que a gente vê todos os dias na rua sendo feita por adultos.

Eu me lembro de um trabalho da quarta séria – na minha época era chamado assim – sobre Martin Luther King em que foi usada a frase “um dia os homens levantar-se-ão e compreenderão que nasceram para viverem como irmãos”. Ficou gravada não pela mensagem, mas pela mesóclise. A mensagem sempre me pareceu obvia.

Acredito em gente com auto-estima baixa, que não se sente à vontade diante do convívio social, que quer se vingar do mundo por não ser aceito. Acredito também que essa mesmo auto-estima baixa faz com que algumas pessoas busquem crescer em cima das outras, as mesmas citadas em primeiro lugar. Quando passa disso, é doença.

Eu gostei da vingança do gordinho. Digo pros meus filhos revidarem se alguém bater neles. Mas não posso evitar certas coisas.

Não posso evitar que se decepcionem, nem que levem um fora, nem que tenham um desafeto. Mas posso ensinar a respeitar as diferenças e mostrar que sempre vai ter alguém que não estará satisfeito com eles, mas que nem por isso o resto das pessoas terão a mesma opinião.

A vida é tão difícil...

Mas como citou o Hugo Pires citando Shakespeare: “aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel”.

Então, por favor, imprensa, chega! Usem esse tempo implementando a cultura do respeito.Começando por vocês, respeitando a dor dos parentes.

quinta-feira, 10 de março de 2011

História de mãe:

Eu ligo pra casa. Matias atende:

M – Alô! Quem fala?
Eu- Adivinha?
M – É a Mariana!
Eu – Isso mesmo! Parabéns!
M – O que você está fazendo aí?
Eu – Trabalhando. Mas já vou almoçar. Posso falar com o vovó?
M – Não. Eu também querrro trrrabalhar (destaque para o “r”, que ele está aprendendo a falar agorrrra).
Eu – Tudo bem. Quando você crescer você trabalha. Agora chama a vovó!
M – Não. Não querrro crescer. Eu quero trabalhar.
Eu – Tá bem. Mas chama a vovó.
M – Não quero chamar a vovó.

João adentra na sala e pergunta para o Matias quem está ao telefone. Matias responde que é a Mariana. Então João rouba o telefone da mão do Tito, que fica aos berros.

J – Oi Mamãe! Você vai trazer uma surpresa?
Eu – Vou sim, João! Você pode chamar a vovó?
J – Não. Eu quero que você venha embora. Se eu chamar a vovó, você vai demorar.
Eu (agonizando) – Não vou demorar, João. Por favor, chama a vovó.

João então berra a vovó, que pergunta lá de longe quem é que quer falar com ela.

J – É a chata da sua filha!